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Sobre Nossa Criança Ferida – Ana Tereza Camasmie

Nosso desenvolvimento emocional não acontece no mesmo tempo que nosso desenvolvimento intelectual. Podemos assim ser muito “adultos” quanto aos compromissos concretos de nossas vidas, mas o modo como lidamos com as adversidades pode ser muito distante, defasado, e até incoerente diante de tantos conhecimentos que já conquistamos. É como se estivéssemos estacionados em alguns pedidos lá de quando éramos crianças, e que secretamente ainda aguardássemos alguém vir supri-los. E é tão secreto, antigo, que nem percebemos mais sua presença. Ficamos tão surdos a estes pedidos, porque o tempo da vida solicita nossa ação, que já nem identificamos que nossos sofrimentos muitas vezes nascem deles.

O modo como essa carência se manifesta só se torna visível para os outros, e na nossa imensa cegueira, ficamos reativos: seja na rebeldia constante, seja na vitimação, na autossuficiência ou na indiferença. A questão é que nossa reatividade atrai a reatividade do outro, e assim, a criança de cá convida a criança do outro, e nos vemos em situações de difícil solução.

Queremos que algum adulto venha resolver o que “estamos crianças” para lidar. Por isso queremos que os entes queridos “tomem partido”, sejam juízes, que haja punição e premiação, que haja o culpado e o inocente, e assim, dissensões familiares e/ou profissionais vão tomando dimensões desproporcionais aos fatos que seriam tão simples de resolver.

Adultos acolhem, adultos administram, adultos criam estratégias de ação, adultos relevam e tem visão de alcance.

Crianças querem ser acolhidas, sentem-se rejeitadas, ficam assustadas com o tamanho dos problemas, não vêem saídas, crianças não cedem porque não querem perder, e sua visão ainda se restringe somente ao imediato. Onde Costumamos habitar quando as crises chegam?

Fixarmo-nos em comportamentos de criança é considerar que nossa alma ainda não tem força o suficiente para se apropriar da vida adulta e, portanto, nos recusamos a empunhar os movimentos necessários que a vida, e até nós mesmos, esperamos de nós. Já que não somos nós quem tem de agir, fazemos muitas cobranças veladas ou não, a respeito do comportamento dos outros. Não raro, tornamo-nos tão exigentes que o amor dos outros não consegue nos alcançar, pois só autorizamos o afeto chegar se for do jeito como desejamos. Jeito esse que não se atualizou no tempo e tomou uma forma cristalizada, detalhada e tão especifica, que adulto nenhum consegue adivinhar. É preciso nos libertar de tantas exigências…

E para tal, o primeiro passo é estancar a exigência para com os outros e refletir um pouco, sozinho.

É que estas expectativas que queríamos que tivessem sido atendidas durante a nossa infância, agora precisam da nossa atenção, do nosso olhar. É como se agora, já adultos, fortalecidos, pudéssemos olhar para nós mesmos e dizer: “antes eu não pude, mas agora eu posso ver você”, “eu estou aqui para você”, “o que você quer de mim?” o que eu posso fazer por você?”

E quando isto for possível pra nós, essa exigência tenderá a diminuir, pois este cuidado consigo mesmo traz saciedade emocional, asserena o desespero de ser visto, ouvido, atendido, e a paz no coração já pode chegar.

Autor: Ana Tereza Camasmie

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🍃 Angélica L. Azambuja 🌺
Entre tantas coisas; Taróloga. Previsão e Orientação com enfoque no Autoconhecimento.

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O caminho da Salvação Direta: Iluminação e Auto Conhecimento

“O Tarô e todas as ciências ocultas são em certo sentido revolucionários, porque nos ensinam a salvação direta, nesta vida, através de nossos próprios esforços.”
Trecho do livro 78 Graus de Sabedoria, de Rachel Pollak.

Vivemos um período onde era necessário se apegar a algo para ser Salvo de si mesmo, de seus erros e problemas. Esse algo geralmente era superior à nós, muito mais perfeito e consciente, que havia salvado a si mesmo ou recebido salvação com alguma ajuda.

Estamos sempre evoluindo, e chegamos no estágio da evolução e expansão da consciência onde somos capazes de arcar com as responsabilidades do que fazemos e do que somos. Portanto, somos neste momento capazes de salvar a nós próprios de nós mesmos. Como? Através do conhecer a si mesmo, de se entender e se aceitar, para finalmente conseguir se modificar de forma natural e permanente.

Mudanças rápidas e intensas costumam ser causadas por questões externas, pressão, necessidade urgente; e tendem a ser passageiras. Logo voltamos ao que éramos (e sempre fomos!). Mudanças genuínas acontecem de dentro para fora, quando se solidificam no nosso interior, finalmente se exteriorizam para o mundo.

Chegamos em um momento gracioso, onde temos maturidade suficiente para trilhar nossos caminhos de forma consciente, mas isto só acontece conforme nos permitimos conhecer e entender. Ainda temos a permissão de pedir ajuda e sermos orientados sempre que necessário, para isto temos o Tarot e tantas outras ferramentas maravilhosas! Porém, mesmo assim a responsabilidade passa a ser nossa.

Quanto mais estudo mais percebo o quanto Salvação está diretamente ligado com Iluminação, Auto Conhecimento!