Como funciona o Tarot

Há várias linhas de pensamentos para explicar o funcionamento do Tarot, vou discorrer sobre algumas, mas antes mostrarei a minha visão. As linhas que conheço são:

  • sobre o inconsciente, de Jung;
  • sobre as sincronicidades do macro e micro cosmos;
  • sobre coincidências;
  • sobre ver o que deseja ver;
  • sobre as energias;

Minha visão

Através da minha experiência com o Tarot, tanto pessoal como profissional, sei que há de tudo envolvido por trás desse Oráculo. O fato de ser tudo me fascina. Ele é muito complexo ao mesmo tempo que é muito simples. É muito misterioso ao mesmo tempo que possui todas as informações livres. Se expande do sagrado ao profano, do divino ao mundano. Lida com as energias e com o material.

Por isso sei que há um pouco de tudo nas consultas ao Tarot (e todos os outros Oráculos). Há o envolvimento energético – sua própria egrégora com um Ser Guardião. Há a sincronicidade, pois tudo se combina e se correlaciona para o nosso aprendizado. Há o acesso ao inconsciente, tanto do Tarólogo quanto do consulente. Há a coincidência, onde coisas acontecem por acaso e mesmo assim se encaixam no momento. Há a vontade do consulente em ver aquilo dentro de sua vida.

É nítido que os Oráculos não são algo puramente deste plano material, eles vem dos planos sutis e conseguem alcançar a nossa dimensão através da simbologia. Trazem sabedoria superior, e por isso mesmo são denominados Oráculos, por possuírem a capacidade de dar sabedoria a qualquer pessoa que esteja disposta a abandonar as ilusões e encarar as verdades. Para que “Quem tem ouvidos, possa ouvir. Quem tem olhos, possa ver.” Através do autoconhecimento, vulgo, iluminação.

Inconsciente, de Jung

Esta linha segue o psiquiatra Jung, primeira pessoa a estudar a relação entre o simbolismo do tarot e o inconsciente.

Nesta linha o uso do Tarot é visto como uma forma de conseguir manifestar tudo o que está escondido e adormecido no nosso inconsciente. Assim se crê que através da simbologia das cartas o Tarólogo entra em contato com seu inconsciente e vê aquilo que está guardado em si.

Indo mais além, Jung aborda também o inconsciente coletivo, que para ele é como um inconsciente UNO (interligado a todos) que todos os seres humanos possuem acesso. Conseguindo, através das simbologias do Tarot, acessar esse inconsciente Uno e trazer as informações para a consciência.

Sendo assim, as mensagens, conselhos e previsões são os reflexos do conhecimento inconsciente do próprio Tarólogo ou do inconsciente coletivo, sendo expostos na consulta com a ajuda da simbologia do Tarot.

Sincronicidades

Jung também criou o conceito da Sincronicidade, que são coisas que acontecem sempre com um motivo ou razão, e nunca de forma casual ou acidental.

Esta linha vê o macro e micro cosmos interligados o tempo todo, em todas as coisas (“assim na terra, como no céu…”). Sendo assim, ao abrir um jogo de tarot, serão tiradas de forma sincrônica as cartas necessárias para retratar a situação exposta, sincronizando o jogo do tarot com a situação referida.

Sendo assim, as mensagens, conselhos e previsões são feitos através desse sincronismo entre a situação exposta e as cartas tiradas no jogo (bem semelhante com a linha das energias).

Coincidências

Indo pelo ceticismo, a linha das Coincidências se refere aos eventos e acontecimentos que são parecidos, porém não tem nenhuma ligação. Essa linha também reforça a Teoria do Caos, onde um mínimo acontecimento é capaz de mudar todos os eventos seguintes. Coisas assim, com pequenos eventos que mudam tudo ao redor, acontecem o tempo todo.

Desta forma as cartas que saem nos jogos são coincidências; elas fazem sentido com o que se passa na situação exposta, porém não tem relação direta com ela. E seguindo a Teoria do Caos, o fato de saber através do Tarot que algo será bom ou ruim modificará o fluxo “natural” dessa situação, pois modificará a sua forma de agir e pensar a respeito desta.

Sendo assim, mensagens, conselhos e previsões não passam de meras coincidências (bem coincididas, rss).

Ver o que deseja ver

Essa linha de pensamento também é cética e acredita que o consulente irá encaixar na sua vida tudo o que é exposto no jogo, para que se torne real e faça sentido para si.

Basicamente, no jogo nada faz sentido, nada se conecta, as coisas são ditas de forma esporádica e o consulente se encarrega de conectar na sua vida e achar sua própria solução. Sendo assim, mensagens, conselhos e previsões são dados “ao léu” e o consulente pega tais informações e enquadra na sua situação atual.

Energias

Essa linha aborda as energias e segue o raciocínio de que tudo é feito de energia; sendo o próprio Tarot portador de um forte e intenso aglomerado de energia (egrégora), protegido ou não por um elemental ou entidade.

Onde, toda vez que um jogo é aberto – sendo ele simples ou complexo, com perguntas objetivas ou vagas – há o acesso a essa egrégora e determinada energia é “puxada” e exposta na mesa, determinando quais cartas sairão.

Sendo assim, mensagens, conselho e previsões são frutos de compatibilidade de energia da situação exposta com a carta que contém sua resposta.

Att,

Angélica L. Azambuja / Taróloga Angel

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